Sunday, May 06, 2007

QUARTO DE HOTEL ( 22) Las Ventanas Al Paraíso

Enquanto o escriba fez uma maratona Porto/Newark/ San Diego, para aí permanecer três dias e logo regressar, o Joaquim e a Paula foram a Los Cabos. Não bateram às portas do céu porque não era preciso. Ficaram pelas janelas do Paraíso.



Inaugurado em 1997, em Los Cabos, da cadeia Rosewood e membro dos Leading Hotels, o Las Ventanas al Paraíso marcou um novo standard de hotéis de luxo na América Latina, estando cotado como um dos melhores hotéis do Mundo em todas as listagens, da hot list da Condé Nast ao Zagat. Além da excelência que é apanágio da Rosewood, o hotel está enquadrado no majestoso cenário do mar azul de Cortez, montanha e deserto que o envolve.

A arquitectura do hotel, de estilo colonial Mexicano em fusão com o Mediterrânico, ocom terraços sobre as villas, pátios sobre o mar e uma serpenteante rede de piscinas permitem aos hóspedes disfrutar da beleza cénica do hotel.

Dispõe de 71 suites decoradas com artesanato mexicano, chão em calcário, lareiras, e terraços e jardins privados sobre o mar. Algumas suites têm piscinas privadas, spa e terraços sobre a villa.

Os hóspedes que não se contentem com as irresistíveis chaise longue das piscinas podem dedicar-se ao golfe ou ao ténis, vela ou motas de água, pesca ou mergulho. Ou uma incursão pelo deserto a bordo de um Hummer.

Costuma dizer-se que quem tem amigos não morre no Inferno. Foi o que aconteceu com o Joaquim e a Paula. Com a recomendação de um amigo que é gestor hoteleiro acabaram no Paraíso. Ou melhor, um upgrade para a na suite presidencial do Ventanas al Paraíso. As mordomias começavam pelo mordomo privado.

Com vista priveligiada sobre o mar a suite , com 300 m2,

3 quartos, com lareira, camas king size e duas queens

4 casas de banho, sala com lareira e sala de jantar, leitor de DVD e DVDteca,

uma infinity-pool de 12 metros, privada, um duche para tomar banho al fresco em privacidade (muito apreciado pelo Joaquim).

Spa privado no quarto, cesto de fruta fresca diáriamente e frozen margheritas servidas pelo mordomo. Com estas mordomias também eu só sairia do quarto para jantar.

No The Restaurant, espaço gourmet do Hotel, embora seja uma obrigatória uma visita ao restaurante C, no La Palmilla Hotel, da cadeia One and Only.

O chef é Charlie Trotter, do afamado restaurante de Chicago, considerado um dos melhores chefs do mundo, que aqui trás uma cozinha criativa, à base de espumas. E a não perder um jantar a dois na praia, sem sapatos (não é, Quim?) á luz dos archotes e do luar.

Neste Paraíso o conceito de luxo foi redefinido, sendo os hóspedes apaparicados com aquele toque especial que marca uma hospitalidade refinada.

Las Ventanas al Paraíso, A Rosewood Resort
KM 19.5 Carretera Transpeninsular, San José del Cabo, Baja California Sur 23400, México
T 52.624.144.2800
F 52.624.144.2801

Labels: ,

Thursday, April 26, 2007

QUARTO DE HOTEL ( 23) Chedi Muscat

Inaugurado em 2003, este design hotel é o ideal para quem procura exotismo e romance, misticismo e luxo. Cruzamento de Arábia e Ásia, Lawrence of Arabia e Philipe Starck, é propriedade da cadeia de “boutique hotels” GHM, sediada em Singapura. O loby é dominado pelo gigantesco sofá onde a Carolina, com uma deiscência na fralda, deixou a sua marca.

Com 350 metros de praia privada e luxuriantes jardins e lagos, acolhedores pátios interiores, e um clima que nunca falha, o hotel proporciona repouso e recolhimento, e o lugar ao sol de que falava a canção.

Os 61 quartos Serai, com 33m2 e cama queen size, localizam-se na ala Serai, num edificio de quatro andares, virados para o Índico.

Os 60 quartos Deluxe, com 39m2 e camas king size, estão espalhados pela ala Chedi, com dois pisos. Os quartos térreos abrem-se para a tranquilo jardim.

Os 8 quartos Chedi Club Rooms ficam perto do Club Lounge com vistas para os jardins ou os lagos.

As 40 “Club Suites”, villas dispersas por entre palmeiras e lagos, de decoração minimalista, algumas duplex, têm cúpulas prateadas por cima de camas “sultan”-size; casas de banho em mármore preto com gigantescas banheiras afundadas e cabines de duche luxuriantes jactos, Hi-fi Bose, pratos de fruta fresca e doces árabes diáriamente.

O que torna o Chedi irrestível são as piscinas. A Serai Pool, aberta a todos os hóspedes,

e a Chedi infiniti pool, sobre a praia, só para adultos. Aliás num hotel com um ambiente Zen, não me parece que as crianças se enquadrem bem no ambiente. A sua irreverência iria estragar o repouso dos outros hóspedes. Foi por pensar assim que acabei por optar pelo Shangri-La.

Assim acabei por visitar o hotel apenas para aí jantar, e pelas referência altamente elogiosas que os Rui's e o António lhe fizeram. O "The Restaurant" serve cozinha Árabe, Mediterrânica, Asiática e Indiana, num espaço amplo com as diferentes open kitchen dispersas pela sala.


O “Arabian Court “ fica junto ao restaurante, e oferece cozinha árabe, sendo o espaço ideal para após o jantar nos deleitarmos com uma shisha. E um passeio pelos jardins iluminados pelos archotes e pelo luar é um excelente final de noite.

É o Hotel certo para quem quer passar uns dias ao sol, sem crianças, na zona do Golfo.

Labels: ,

Friday, April 20, 2007

Fim de Semana (4 ) - Lyon

1. A Viagem
Para quem viaja do Porto:

Partida 14/9 às 7.30 com chegada a Lyon às 12.25 após escala em Lisboa. Regresso a 16/9 às 17.10 com chegada ao Porto pelas 18. 20. Na Portugália por 297€.

Para quem viaja de Lisboa:

Partida 14/9 às 9.00 com chegada a Lyon às 12.25. Regresso a 16/9 às 8h10m com chegada a Lisboa pelas 9.40. Na Portugália por 297€.

2. O Carro

Na Avis, um VW Passat por 227€.

3. O Hotel

Talvez devido à época, os hotéis em Lyon estão caros e superlotados. Apesar do encanto do Cour des Loges, apenas os quartos minúsculos estão a preços aceitáveis ( 450€, não se pode dizer que seja barato). E pagar 480€ noite num Sofitel é, isso sim, inaceitável.

Assim optei por reservar o Alain Chapel.

Membro da Relais e Chateaux, é um pequeno e modesto hotel nos arredores de Lyon, que ocupa uma antiga estação de correios do séc XIX e tem como maior atracção o seu restaurante 2* Michelin, fundado pelo já desaparecido Alain Chappel, lui-même, o mestre de Alain Ducasse.

O hotel localizado na pitoresca Mionnay, é simples mas acolhedor, e barato, com os quartos standard por 120€, e o quarto superior 140€.


4. As visitas

O centro histórico, o Vieux Lyon , Património da UNESCO.

Visita à Basilica La Fourviére e a Catedral de St. Jean.

Descer as escadas e atravessar as traboules (passagens cobertas) até ao Quai Romain-Rolland onde se encontra o mercado dos Artistas.

Atravessando o Sâone encontramos o Quai de la Pêcherie, onde se encontram os alfarrabistas. Boas raridades BD encontram-se por lá.
Atravessando o Rhône vale a pena visitar o Musée d'Art Contemporain e daí passear no Parc la Tête d'Or, nas suas plumagens de Outono. Para os apreciadores vale a pena visitar a Cité ds Antiquaires do lado de lá do Parque. Infelizmente a exposição "Par Toutatis", no Museu Gallo-Romaine encerra em Julho. Seria uma excelente viagem ao Universo de Panoramix.



5. Os restaurantes

Alain Chapel (**)
Alain Chappel foi um dos fundadores da Nouvelle Cusisine, mestre de Alain Ducasse. e um dos criadores do conceito de degustação, fundindo a tradição com refinamento técnico, perpetuado pela viúva Suzanne Chapel e o chef Philippe Jousse que assumiu a cozinha do restaurante . depois da morte do mestre em 95. A cozinha de Philip Jousse, mantendo-se fiel à herança de Chappel, magistralmente confeccionada e apresentada, servida numa atmosfera do velho mundo.

O “Menu de Printemps” compreende

Aiguillette de homard ''Nouvelle Ecosse"" à l'huile de citron de Menton, petites crêpes de sarrasin fourrées, une gelée de crustacés.
Oeuf poché sur des morilles au savagnin, des asperges vertes en vinaigrette tiède d'écrevisses.

Filet de rouget aux herbes à soupe et moelleux de pommes de terre, un chutney de tomate.

Noisette d'agneau rôtie sur le carré en chapelure de pistache,petits pois et ails doux ; de la fougasse.

À sobremesa "Pêche
séchée rôtie au Beaumes-de-Venise, fine polenta et gelée de pamplemousse rose" e "Fondant chocolat au thé Earl Grey, dacquoise à la noisette et marmelade de figue, une glace au pain d'épices".

Café e mignardises, "meringues à la crème à la vanille", pralines e friandises.

De fora estão clássicos como a Cassoulet de Rim, o Frango de Brésse, o Ris de Veau ou o Capuccino de Cépes, a Salada de Lavagante e o Pombo com Trufas. Estão a guardá-los para nós, para o Menu do Outono.


Paul Bocuse (***)

O cume, o zénite, o apogeu, o epítomo da cozinha de Lyon. Assim se referem a esta lenda viva da cozinha francesa os críticos de gastronomia e os seus pares ( o Bocuse d'Or é o eaquivalente aos Óscares da cozinha). No seu restaurante, com uma decoração entre o barroco e o kitsch, desfilam pérolas culinárias.

Como a Sopa de Trufas VGE (aqui a receita), criada para o Presidente Giscard, a Sopa de Rãs, o Tímbale de caracóis ou o Escalope de Foie Gras com molho verjus nas entradas,

os filetes de salmonete e a celebrada Salada primaveril de Lagosta,

a Cassoulete ou o Souflé de Lagosta ou o Risotto de Lagostins Nantua


o pombo Assado ou o Rim de Vitela,



o Frango de Bresse em bexiga "Mère Fillioux". e o Leitão assado no espeto.

Nas sobremesas o "Gateau do president",

com o chocolate da casa Bernachon, cujo fundador era sogro de Paul Bocuse, é obrigatório ( aqui fica a receita). Tal como os "Oueufs à Neige Gran Mére Bocuse".

6. O espectáculo

Em condições normais o espectáculo a ver em Lyon seria no Théatre Les Celestins ou na Ópera National de Lyon. Que no fim de semana em questão tem programado um espectáculo de dança de William Forsythe. Mas o que nos leva a Lyon é outro espectáculo. De bailado. No Stade de Gerland. É a Haka.



No Nova Zelândia - Portugal, na participação histórica dos Lobos no Mundial de Rugby. Depois daqualificação sofrida em Montevideu.
Vamos em festa, ver o Pedro Leal, o Pipoca, do alto do seu 1.70m e sessenta e picos quilos placar os colossos neo-zelandeses. Da mesma forma que admirei os iranianos que em Frankfurt faziam a festa depois de perderem com Portugal no Mundial de Futebol, celebraremos alegremente a esmagadora derrota com os All Blacks. De Johan Lomu que além do exemplar atleta que foi, é um exemplo de vida.

7. O blog

http://www.aguilarugby.blogspot.com/

voltar

Labels: , ,

Monday, April 09, 2007

Omanizados

Muscat foi reconquistada aos portugueses em 1650 pelo Sultão bin Saif al-Yarubi. Depois de uma breve ocupação pelos persas o Oman foi reinado pela dinastia Al Bu Said. Até 1970 o Oman atravessou um declínio comercial e permaneceu isolado do Mundo. A rede eléctrica estava quase circunscrita a Muscat. Após o golpe que levou o Sultan Qaboos bin Said ao poder o Oman vem marcando pontos como destino turístico, embore preserve as suas raízes tradicionais.

No vizinho Dubai constroi-se o arranha céus mais alto do mundo. Tem os melhores torneios de ténis, golfe ou corrida de cavalos.
No Oman controi-se a maior mesquita do Mundo num País onde nenhum prédio pode ter mais de quatro andares.

Choca sempre ver as mulheres com o rosto tapado (algumas com uma espécie de açaime). A maioria das muçulmanas andam com o cabelo coberto e o rosto destapado, na capital e no interior. Mas, ao contrário da vizinha Arábia Saudita, no Oman as mulheres têm profissão ( conheço uma médica que por lá tem uma clínica ), inclusive vimos várias mulheres polícias. Têm direito a voto e podem ser eleitas ( apenas desde 1997).

Na incursão que fizemos pelo interior do país visitamos os imponentes fortes de Jabreen e Nizwa. Ambos reconstruídos recentemente e património da Unesco, foram construídos no séc XVII, já depois da tomada de Muscat.
Nalguns canhões ainda se podem ver o escudo português.

O almoço em Nizwa, num restaurante simples e genuinamente árabe, sem turistas, proporcionou uma refeição agradável, com uma cozinha de inspiração indiana ( massala de galinha e borrego para os cavalheiros, frango assado para as meninas) e uns sumos naturais divinos ( de laranjas dulcíssimas, manga e uma surpreendente romã).

Para uma próxima visita ficou programada uma incursão pelos wadis ( leitos secos que permitem passeios todo o terreno) e pelas dunas do deserto, já que a única incursão TT que fizemos se deveu a que a auto estrada para Jabreeen estar incompleta, mas como seguinos um desenrascado taxista local, os últimos 30 km foram feitos ora em troços asfaltados ora em troços de terra batida.


Apesar de para muitos o Oman ser cenário para invasões e batalhas, é habitado por um povo simpático e hospitaleiro. Que fala inglês e gosta de ajudar, seja indicando onde fica um caselo ou um restaurante, seja oferecendo moedas para o parcómetro. Um povo que bebe Coca-Cola e adora futebol (com o Cristiano Ronaldo no topo). E que cultiva a personalidade do amado (será mesmo?) e omnipresente Sultan Qaboos. Circulamos com total segurança na capital e no interior, sem nunca sermos importunados, mesmo nos souqs os comerciantes não incomodam o turista.

Servido por excelentes hotéis e restaurantes, que serão tema de outros posts, é um destino que se recomenda. Mais do que o vizinho Dubai, estragado por tanta construção e opulência.

Labels: